XV Congresso Catarinense de Cardiologia

Divisor de Título

Experiência Inicial dos Serviços de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista do Hospital Santa Isabel de Blumenau e do Hospital do Coração de Balneário Camboriú com a Implante de Valva Aórtica por Cateter (TAVI).

INTRODUÇÃO:Substituição cirúrgica da valva aórtica é tratamento de escolha para pacientes com estenose aórtica severa (EAOS), determinando alívio dos sintomas e maior sobrevida. Porém, o risco cirúrgico aumenta expressivamente com o avançar da idade e associação de comorbidades, o que faz com que mais de um terço dos octogenários com sintomas e EAOS sejam recusados para a cirurgia(1,2). Esses dados estimularam o desenvolvimento de dispositivos para a TAVI. Evidências acumuladas com o emprego dessas próteses em pacientes com contraindicação à cirurgia ou com alto risco cirúrgico demonstram uma técnica segura e eficaz, com alívio dos sintomas e maior sobrevida similares à cirurgia(3). Diretrizes atuais consideram indicação de TAVI em pacientes com EAo severa com indicação de cirurgia, porém com risco proibitivo para este tratamento, como classe de recomendação I (nível evidência B). Para os indivíduos com alto risco, porém ainda aceitáveis para a cirurgia, a classe de recomendação é IIa (nível evidência B)1,2. Relatamos nossa experiência inicial com este tratamento. MÉTODOS:Os pacientes submetidos a TAVI foram avaliados pré e pós procedimento com anamnese, exame físico, exames laboratoriais, ECG, ECO transtorácico e transesofágico. Angiotomografia e cateterismo cardíaco foram realizados pré procedimento. O estado vital e evolução clínica foi avaliada presencialmente e/ou por contato telefônico e através de dados ecocardiográficos. RESULTADOS:Os procedimentos foram realizados entre 24 de fevereiro de 2016 e 20 de abril de 2017- total 5 casos com sucesso.Características demográficas, clínicas e parâmetros ecocardiográficos-Idade média:80,2, Sexo masculino:3, NYHA II:1, III:3, IV:1, STS score médio:5,42%, Fração Ejeção média:52,2%, Gradiente pico: 64,8 mmHg, Gradiente médio: 37,4 mmHg, Área valvar:0,742 cm2, Pressão sistólica pulmonar:42,5 mmHg, Refluxo discreto:3 Dados dos procedimentos:Acesso femoral 5, Angioplastia concomitante:2, Marcapasso provisório:5, Valve in valve:1, Pré-dilatação:4,Prótese Corevalve:1, Sapien XT : 4, Pós-dilatação:1. Durante a fase hospitalar não ocorreu nenhuma complicação e nos ecocardiogramas imediatos as próteses estavam normofuncionantes. No momento de envio deste resumo, os pacientes apresentavam evoluções de 31 a 451 dias (média de 208 dias) pós implante. A primeira paciente queixava-se de dispneia em repouso, que foi atribuída à DPOC. O eco mostrou prótese sem disfunção. Os demais encontravam-se em classe funcional I da NYHA. Quatro pacientes foram submetidos a eco após a alta hospitalar de 9 a 267 dias (média 89 dias). Eco pós alta hospitalar-Fração de ejeção:54%,Gradiente médio:8mmHg, Ausência de refluxo:4.CONCLUSÕES: Em nossa experiência inicial a TAVI obteve resultados muito animadores em curto prazo, sem complicações ou próteses com disfunção até o momento. O número de procedimentos é pequeno e o acompanhamento foi curto, porém considerando experiência inicial, obtivemos resultados muito satisfatórios.

Autores: FREDERICO THOMAZ ULTRAMARI, Adrian Kormann, Rafael Maestri, Ênio Guerios, Frederico Di Giovanni, Jádina Spricigo Batista, Sandro Fadel