XV Congresso Catarinense de Cardiologia

Divisor de Título

Evolução de Pacientes Submetidos à Angioplastia Transluminal Coronária com Implante de Stents Farmacológicos muito Longos

INTRODUÇÃO:Stents farmacológicos (SF) de primeira geração reduziram taxas de reestenose e necessidade de novos procedimentos para revascularização miocárdica se comparados aos stents convencionais (SC) e são utilizados em lesões cada vez mais complexas(1,2).Como os índices de reestenose não zeraram e incidência de trombose tardia aumentou em relação aos SC, notadamente no cenário de lesões mais complexas, foram desenvolvidos novos SF(1,2). Dados relativos ao perfil eficácia/segurança de SF muito longos são escassos. MÉTODOS:Foram selecionados pacientes (P) com lesões coronárias severas uniarteriais submetidos a implante com sucesso de pelo menos um SF com extensão >=30 mm no Hospital Santa Isabel. Foram excluídos aqueles que receberam algum SC ou SF de primeira geração e aqueles submetidos a angioplastia de enxerto venoso. Seus prontuários e procedimentos foram revisados. O estado vital e clínico dos P foi avaliado através de telefonema. RESULTADOS:Foram identificados 112 P no período de 14/02/2011 a 20/12/2016 que preencheram os critérios de inclusão. Idade média:61.8,Sexo masculino N(%):77(68,7),Dados clínicos-ICC:3(2,7),Angina estável:42(37,5),Angina instável:29(25,9),IAM sem supra de ST:19(17),IAM com supra de ST:12(10,7),IAM com edema agudo pulmão ou choque:2(1,8),PCR:5(4,5).Fatores de risco N(%)-Tabagismo:22(19,6),DM:35(31,2),Dislipidemia:57 (50,9),HAS:85 (75,9). Antecedentes N(%)-IAM prévio:15(13,4),ATC prévia:30 (26,8),CRM prévia:7(6,2),TX cardíaco prévio:1 (0,9),Miocardiopatia dilatada:2(1,8),AVC prévio:4 (3,6),IRC:4(3,6),DPOC:3(2,7),Doença arterial obstrutiva periférica:7 (6,2),Câncer:1 (0,9). Cateterismo cardíaco e angioplastia transluminal coronária- Lesões Total N-158, Média de lesões por P:1,41. Vaso N(%)-TCE:3(2,7),DA:50(44,6),CD:45(40,2),CX:13(11,6),Enxerto de mamária:1(0,9). SF N-151, Média SF por P:1,35,Extensão por P(mm):43,4,Diâmetro(mm):3,04.Todos os P foram submetidos a revascularização completa com extensão total de SF variando de 30 a 111 mm.Evolução Clínica-Óbito:14(12,5%),Óbito CV:5(4,5%),IAM não fatal: 0,AVC:1(0,9%),TVR:4(3,6%),TLR:3 (2,7%),Trombose definitiva ou provável:0,Reestenose:4(3,6%),Complicação hemorrágica:9(8%).Dos P que foram a óbito por causa cardiovascular, 3 foram atendidos inicialmente por PCR; os outros 2 apresentaram morte súbita. Nos demais, as causas foram: HDA, 1; câncer, 4 e infecção, 4 indivíduos. Em relação às queixas atuais, dos 98 vivos, 65(66,3%) assintomáticos. 30(30,6%) queixaram-se de angina e 4(4,1%), de dispneia e/ou cansaço. 5 P com angina foram submetidos a cateterismo que não demonstrou reestenose. CONCLUSÕES:Nosso levantamento teve acompanhamento médio superior a dois anos e revelou ótimo resultado clínico. A taxa de mortalidade encontrada deve-se ao fato de termos incluído pacientes graves já na apresentação inicial. No cenário atual, em que são indicadas angioplastias de lesões muito extensas, os SF longos são fundamentais e cumprem seu papel de forma bastante satisfatória.

Autores: FREDERICO THOMAZ ULTRAMARI, Adrian Kormann, Rafael Maestri, Jádina Spricigo Batista, Anne Louise Trisotto Marchi Fernandes, Milena Kelner