XV Congresso Catarinense de Cardiologia

Divisor de Título

Efeito da implementação de um protocolo assistencial gerenciado de Síndrome Coronariana Aguda, em um hospital privado de Blumenau-SC.

INTRODUÇÃO: A Síndrome Coronariana Aguda (SCA) é a principal causa de internação na unidade de terapia intensiva no Hospital Santa Catarina de Blumenau (HSC- Blumenau), considerando esse contexto e priorizando a melhor assistência aos pacientes observou-se a necessidade da reestruturação do protocolo de dor torácica da instituição. Iniciou-se em 2015 o remodelamento deste mesmo protocolo que estava implantado desde 2008. Anteriormente o protocolo não era gerenciado e considerava somente os pacientes com SCA/ST Síndrome Coronariana Aguda com supradesnivelamento no protocolo. A partir de Janeiro de 2016 todos os pacientes com Síndrome Coronariana Aguda, foram incluídos, e este novo modelo foi gerenciado por um médico cardiologista e uma enfermeira com objetivo avaliar a adesão aos indicadores de qualidade assistencial. MÉTODO: Estudo de coorte transversal, retrospectivo iniciado em 1º de janeiro de 2016. No presente estudo foram selecionados todos pacientes admitidos de 1º de janeiro de 2016 a 31 de dezembro de 2016 (n=159) com diagnóstico de SCA. Foram analisados mensalmente a taxa de adesão aos indicadores (tempo de realização do eletrocardiograma, taxa de prescrição de AAS na admissão hospitalar e na alta hospitalar, taxa de prescrição betabloqueador na alta, tempo porta-balão, avaliação da função ventricular, taxa de prescrição de IECA/BRA nos paciente com disfunção ventricular , taxa de prescrição de estatina na alta, taxa de orientação de suspensão do tabagismo e mortalidade). Os resultados foram apresentado trimestralmente a equipe de cardiologistas com objetivo de estabelecer planos de ação para a melhoria dos indicadores (ciclos de melhorias - (PDCA-Plan-Do-Check-Act ou PDSA-Plan-Do-Study-Act). RESULTADOS: Todos os resultados foram apresentados agrupados em trimestres (1º, 2º. 3º. e 4º. respectivamente). Após o treinamento da equipe da Unidade de Dor Torácica o tempo médio de realização do ECG foi progressivamente reduzindo ao longo da implementação (14 , 12.6, 11.2 e 10.7 minutos). As taxas de prescrição de AAS na foram 100%, 94%, 100% e 100%. A porcentagem de angioplastias realizadas dentro de 90 minutos aumentou ao longo da implementação do protocolo (0%,14%, 36% e 33%). A avaliação da função ventricular foi realizada em 84%, 80%, 78% e 95% dos casos. Os registro de prescrição na alta foi respectivamente: AAS (90%,94%,90% e 94%), betabloqueador (84%,69%,84% e 80%) , estatina (88,9%, 91,4%, 91% e 97%) , IECA/BRA na presença de disfunção ventricular (75%, 71%, 73% e 63%) e o registro da orientação para cessação do tabagismo em fumantes (25%, 33,3%, 75% e 50%). A mortalidade intrahospitalar foi respectivamente 6,3%, 4,1%, 2% e 12%. CONCLUSÕES: A implementação de um protocolo de infarto agudo do miocárdio, baseado em estratégia de gerenciamento dos indicadores, resultou em aumento da adesão aos indicadores de qualidade assistencial e boas práticas clínicas e melhora no desfecho clinico.

Autores: LIDIA FABIANA DA SILVA MANSKE. , Humberto Bolognini Tridapalli, Julio Cesar Schulz, Tiago Martini, Luiz Claudio Brandão, Marcelo José Linhares, Siegmar Starke