XV Congresso Catarinense de Cardiologia

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Transplante cardíaco ortotópico: análise de 35 casos de um centro de referência no sul do Brasil

Introdução O transplante cardíaco é o tratamento de escolha para insuficiência cardíaca terminal quando o tratamento clínico otimizado não é suficiente para melhoria ou prolongamento da vida do paciente. O programa de transplantes cardíacos do Hospital Santa Isabel começou suas atividades em 2000, sendo até o momento o principal serviço de transplantes cardíaco de Santa Catarina. Materiais e métodos Estudo retrospectivo, descritivo e quantitativo englobando todos os 35 pacientes submetidos à cirurgia de transplante cardíaco no Hospital Santa Isabel no período de 2000 até o ano de 2016. Foram analisados dados demográficos, etiologia e classe funcional da insuficiência cardíaca (ICC), variáveis cirúrgicas e tempo de sobrevida. Os resultados foram estimados em porcentagem ou mediana com percentis 5 e 95. A análise de sobrevida foi feita através da curva de Kaplan-Meier. Resultados Foram submetidos 35 pacientes ao transplante cardíaco, sendo que 74,29% eram homens e 25,7% eram mulheres. A idade média foi de 49 anos e 2 meses (desvio padrão 10 anos e 2 mês - IC 95%). A etiologia mais prevalente foi de miocardiopatia dilatada idiopática, 58,8% (40,7% - 73,35%) seguida pela isquêmica, 29,4% (15,1% - 47,4%). A ICC por doença de Chagas foi a causa de transplante em 8,82% (1,86% - 23,68%) e a miocardiopatia restritiva correspondendo apenas a 2,94% (0,07% - 15,3%). O tempo médio de CEC foi de 184 minutos (IC 95% 46 minutos) e o de isquemia fria foi de 179 minutos (IC 95% 47 minutos). O uso de balão intra-aórtico no pós operatório imediato foi necessário em 9,68% (IC 2,04% - 27,75%). A taxa de filtração glomerular média foi de 87,45 (IC 95% 26). A fração de ejeção média pelo método de Teicholz foi de 22,5 (IC 95% 9,18). Óbito no pós operatório imediato ocorreu em 20% (IC 95% 8,44% - 36,94%) dos pacientes. A mediana de sobrevida foi de 4 anos. Conclusões Trabalhos de análises dos pacientes submetidos a transplantes cardíacos são relevantes para comparação com outros centros ao redor do mundo e ajudam na definição de fatores de risco para mortalidade precoce e tardia. Nosso trabalho mostrou características demográficas e de sobrevida semelhantes aos previamente reportados na literatura.

Autores: MAURÍCIO FELIPPI DE SÁ MARCHI, Tadeu Augusto Fernandes, Guilherme Guenther da Silva, Marcos Ferranti Smaniotto, James Alberton, Marcelo Mendes Farinazzo, Marcos Vinícius Claussen Moura, Everton Luz Varella, Frederico José Di Giovanni