XV Congresso Catarinense de Cardiologia

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INTERVENÇÃO CORONÁRIA PERCUTÂNEA DE RESGATE: UMA ANÁLISE RETROSPECTIVA DE UMA COORTE BRASILEIRA DE DEZ ANOS (2006-2016)

Introdução: A intervenção coronária percutânea (ICP) de resgate é indicada nos casos de insucesso da fibrinólise em pacientes com infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCST). O objetivo deste estudo transversal foi delinear o perfil de pacientes brasileiros e analisar o padrão temporal dos desfechos associados ao procedimento. Métodos: Foram analisados dados de 1.334 pacientes com infarto agudo do miocárdio com IAMCST submetidos à ICP de resgate entre 2006 e 2016 registrados na base da Central Nacional de Intervenções Cardiovasculares (CENIC). A análise multivariada foi realizada para investigar a influência de variáveis independentes. Resultados: Entre 2006 e 2016, houve queda da frequência de pacientes com diabetes, hipertensão arterial sistêmica e dislipidemia, crescimento do uso de stents farmacológicos, redução da frequência de lesões trombóticas e lesões calcificadas na coorte avaliada. No mesmo período foi observada taxa de sucesso do procedimento (91,2%), taxa de mortalidade hospitalar (4,3%), ausência da indicação de revascularizações miocárdica em caráter de emergência devido complicações da ICP, a incidência de eventos cardíacos adversos maiores (4,8%) e infarto agudo do miocárdio pós ICP (1,1%). Pacientes tratados de 2006 a 2011 e fatores como idade, diabetes e história prévia de IAM foram associados a maior risco de morte hospitalar. Conclusões: Melhores desfechos entre 2012 e 2016 podem estar associados à mudança nos padrões de tratamentos, avanços e melhoria dos protocolos e de atendimento, além da mudança no perfil clinico e angiográficos dos pacientes submetidos à ICP de resgate.

Autores: JÚLIO CESAR SCHULZ, Siegmar Starke, Charles Luiz Vieira, Humberto Bolognini Tridapalli, Marcelo José Linhares, Tiago Martini, Djalma Luiz Faraco, Marisete Junkes de Almeida