XV Congresso Catarinense de Cardiologia

Divisor de Título

A IMPORTÂNCIA DO ESCORE DE CÁLCIO E DA HISTÓRIA FAMILIAR DE DAC PRECOCE NA RECLASSIFICAÇÃO DO RISCO CARDIOVASCULAR EM MULHERES DE MEIA IDADE ASSINTOMÁTICAS

INTRODUÇÃO A história familiar para doença arterial coronariana (DAC) de risco é aquela que considera um evento cardiovascular em parentes de primeiro grau abaixo de 55 anos nos homens e abaixo de 65 anos nas mulheres. Apesar de ser um fator de risco independente para doença cardiovascular, os pacientes assintomáticos e/ou com bom perfil lipídico e pressórico são classificados como baixo risco pelo ASCVD que leva em conta o risco de um evento coronariano em 10 anos como também o risco na média do tempo de vida que resta para os pacientes maiores que 40 anos, estando presentes entre os principais fatores para reclassificação: História familiar de DAC precoce e EC ? 300 AU ou ? p75. O escore de cálcio é um exame não invasivo que mensura a quantidade de cálcio depositado nas paredes das artérias com informações sobre eventos coronarianos acima das informações dos fatores de risco convencionais. É considerado um ótimo exame para reclassificação do risco cardiovascular em pacientes tanto sintomáticos como assintomáticos e deve ser considerado ainda mais em casos com história familiar de risco, determinando a necessidade de uma terapêutica mais intensa ou não. DESCRIÇÃO DO CASO S.M.D.L, mulher, branca, 41 anos chegou à consulta para avaliação cardiovascular. Não apresentava dor, desconforto ou equivalentes anginosos. Negou uso de medicações contínuas como também comorbidades. Apresentava história familiar de DAC precoce positiva, pai faleceu aos 54 anos de IAM. Sedentária e negou tabagismo. Ao exame PA de 140x80mmHg, FC de 64bpm e AC normal. Não foi realizado estratificação de risco nesse momento pela falta de dados para o cálculo. Foi solicitado exames laboratoriais e exame de escore de cálcio. Retornou com os exames solicitados que evidenciaram: CT 195 HDL 72 TG 103 e LDL 103. EC de 46 Agatston / P99. Sendo classificada em alto risco cardiovascular, lhe foi prescrita Rosuvastatina 20mg. CONCLUSÕES No caso apresentado, a paciente em questão na primeira consulta não apresentava nenhuma queixa, apenas uma história familiar positiva para DAC precoce, faltando exames para calcular o risco ASCVD da paciente. Após retornar com os exames e feito o cálculo do risco ASCVD inicialmente apresentava risco ASCVD em 10 anos e LTR (Life time risk) baixos (<5%) levando em conta os itens nele avaliados, porém levando em conta a história familiar de DAC precoce essa paciente foi reclassificada em moderado risco cardiovascular (?5 ?10%), acrescentando o exame de escore de cálcio (?300UE ou ?p75 para idade, sexo e raça reclassifica o paciente), essa paciente se enquadrou em alto risco cardiovascular (>10%) demandando terapia com estatina de alta intensidade. Sendo assim, tanto a história familiar de DAC precoce como o Escore de Cálcio são bons métodos para reclassificação de risco cardiovascular nesse perfil de paciente.

Autores: GABRIEL SANTOS DA SILVA, Gabriel Zanette Naspolini, Samuel Cesconetto, Franco Aguilar Salazar, Christian da Silva Dal Pont