XV Congresso Catarinense de Cardiologia

Divisor de Título

IMPORTÂNCIA DO ESCORE DE CALCIO CORONARIANO PARA RECLASSIFICAÇÃO DO RISCO CARDIOVASCULAR NA HIPERCOLESTEROLEMIA FAMILIAR DE ADULTOS JOVENS

Introdução: O Escore de Cálcio Coronário (EC) pode ser utilizado como ferramenta útil na estratificação do risco em populações específicas tais como naqueles com um alto risco cardiovascular baseado puramente na idade avançada, naqueles com aversão ao uso de estatina por toda a vida e naqueles com efeitos adversos ao uso de estatina. EC zero valida a decisão de evitar a farmacoterapia contínua. Contrariamente o escore positivo suporta a iniciação da estatina. Ambos guidelines, Americano e Europeu, consideram EC > 300 AG como fator de alto risco cardiovascular, recomendando inicio da terapia. Assim, relatamos o uso de EC como fator determinante de tratamento na Hipercolesterolemia Familiar. Relato de Caso: M.B, 38 anos, sexo feminino, sem dor, desconforto torácico ou equivalentes anginosos procura atendimento com queixa de cefaleia esporádica sem escotomas cintilantes. Refere tonturas frequentes sem histórico de síncope. Nega hipertensão arterial, diabetes, tabagismo e uso de medicações contínuas. Afirma dislipidemia e história familiar para doença cardiovascular (pai revascularizado aos 62 anos). Atualmente sedentária, etilismo social. ASCVD Lifetime Risk de 39%. Prescrito modificações do estilo de vida e retorno em 6 meses. Esta retorna somente após 10 meses com ganho ponderal de 8 kg, mantendo dislipidemia. Iniciado estatina e solicitado EC e ecocardiograma. Após 6 meses paciente retorna referindo exercício físico regular e modificação do estilo de vida, obtendo perda ponderal de 12,2 kg, porém manteve-se com níveis lipídicos altos, Colesterol Total (CLT) 322 e HDL 49, seu EC solicitado foi de 26 (Artéria Descendente Anterior 26), percentil 98, idade arterial de 63 anos, indicando a necessidade de otimização da terapia antilipídica. Conclusão: Para auxiliar na decisão da terapia para pacientes de moderado risco cardiovascular onde é incerto a iniciação da estatina, especialmente naqueles onde há dificuldade de atingir os alvos da prevenção de doença cardiovascular o EC mostrou-se eficaz em determinar aqueles pacientes conhecidamente dislipidêmicos que necessitam de terapia otimizada, reestratificando estes como alto risco cardiovascular. Também já foi demonstrado que pacientes com EC positivo são mais aderentes e complacentes ao tratamento e intervenções terapêuticas comparados aqueles com EC zero na linha de base.

Autores: GABRIEL SANTOS DA SILVA, Gabriel Zanette Naspolini, Samuel Cesconetto, Franco Aguilar Salazar, Christian da Silva Dal Pont