XV Congresso Catarinense de Cardiologia

Divisor de Título

IMPORTÂNCIA DO ESCORE DE CÁLCIO E DA RESSONÂNCIA MAGNÉTICA CARDÍACA NA PESQUISA DE DOENÇA ARTERIAL CORONARIANA E ISQUEMIA MIOCARDICA EM PACIENTES COM HISTORIA FAMILIAR DE HIPERCOLESTEROLEMIA: RELATO DE CASO

INTRODUÇÃO A Hipercolesterolemia Familiar é uma doença genética do metabolismo das lipoproteínas que se caracteriza por níveis muito elevados do colesterol da lipoproteína de baixa densidade (LDL-c), e pela presença de risco aumentado de doença arterial coronariana prematura. Os escores clínicos são de grande utilidade para estratificação do risco cardiovascular desses pacientes, porém estudos comprovam que escores clínicos têm limitações quando usados isoladamente. Para uma melhor estratificação desses pacientes seria necessária a utilização de exames complementares com maior eficácia para diagnostico de doença aterosclerótica. A RMC é o exame complementar que proporciona informações morfofuncionais importantes, além de uma avaliação específica da contratilidade miocárdica global e segmentar. Já o EC coronariano é de grande significância como instrumento capaz de alterar a conduta clínica e auxiliar no manejo dos pacientes com suspeita de DAC RELATO DE CASO R.V., masculino, 44 anos, comparece a primeira consulta em 08/2011 para avaliação cardiovascular, relata dor esporádica em ombro esquerdo, nega dor precordial típica ou dispneia aos esforços. Nega HAS, DLP e DM. HF positiva de irmão com IAM e morte súbita aos 48 anos. Nega tabagismo. Exame físico normal. Traz consigo ECG indicando isquemia subepicárdica inferior lateral. Solicitados EC, TE, eco e labs. Apresentou laboratório com Hg normal, Glicemia 73 Col T 159 HDL 27 Tg 64, LDL 120; ecografia com redução de complacência em VE; EC de 7 percentil 81, idade arterial de 54 anos com correção do Framingham de 1% para 4%, teste ergométrico sem sinais de isquemia. Solicitado RMC para pesquisa de isquemia miocárdica. Inicia Crestor 5 mg e Apraz 1 mg. RMC (09/2011) apresentou isquemia de parede inferior, após foi solicitado cateterismo que apresentou-se com lesões multiarteriais, encaminhado assim a CRM. CRM realizada em 09/2011 com AME para DA, PVSAo para Dg, sequencial Mg1+Mg2 e enxerto livre para DP da CD, em consulta de pós-op estava em uso de Concor 5 mg, Crestor 20 mg, Sustrate 10 mg 4x/dia, AAS 100 mg. Em nova consulta (02/2012) mantinha-se assintomático, em uso de Concor 5 mg, Crestor 20 mg e AAS 100 mg, com PA controlada. Retornou em 07/2015 para realização de novos exames os quais mostraram Glicemia 80 Col T 231 HDL 32 Tg 273, LDL 145 na amostra sanguínea e fibrose de padrão transmural em septo apical com massa infartada de 3.5% na RMC, iniciado assim Ezetrol 10 mg 1 cp VO ao dia seguido de acompanhamento regular. CONCLUSÃO Após rastreamento e terapêutica cirúrgica adequados pode se observar que condutas relacionadas ao EC e RMC foram determinantes para o desfecho do paciente. Estudos observacionais demonstraram que a taxa de uso de medicações hipolipemiantes em pacientes com dislipidemia aumentou de 44% para mais de 90% naqueles que apresentavam calcificação acentuada na avaliação pelo EC. No presente caso se viu necessário o uso de ezetimiba e rosuvastatina em dose diária elevada.

Autores: GABRIEL ZANETTE NASPOLINI, Gabriel Santos da Silva, Samuel Cesconetto, Franco Aguilar Salazar, Christian da Silva Dal Pont