XV Congresso Catarinense de Cardiologia

Divisor de Título

Incidência e morfometria do forame oval patente em cadáveres humanos.

INTRODUÇÃO: O forame oval é considerado patente quando tem fechamento apenas funcional e não anatômico. Nesse caso, o septo primum e o septo secundum formam o septo interatrial através de um fechamento dependente de pressão e não por adesão fibrosa. Sabe-se que existem variações morfológicas na região do forame oval patente relativas à espessura e ao formato do septo primum, à flexibilidade do septo atrial, à extensão do trajeto, à presença de membrana multiperfurada com shunt esquerda-direita espontâneo, além de aneurismas do septo atrial e de várias estruturas anatômicas nos dois átrios, como rede de Chiari, válvula de Eustáquio e átrio esquerdo subdividido de forma incompleta. Diante disso, o objetivo desse trabalho é investigar a incidência e a morfometria do forame oval patente em corações humanos cadavéricos sabendo que o método e da acuidade do exame diagnóstico interfere na estimativa da incidência do forame oval patente. MÉTODO: Foram escolhidos aleatoriamente 90 corações humanos do acervo de peças cadavéricas do Departamento de Anatomia da UFPE. Foram incluídos no estudo corações humanos que apresentassem os átrios direito e esquerdo dissecados para visualização das estruturas internas, bem como que possuíssem o septo interatrial intacto (sem dissecação). Foram excluídos corações cujos átrios haviam sido removidos para visualização do plano valvar ou os átrios não houvessem sido dissecados. O estudo foi dividido em três etapas, a saber: (1) triagem e seleção dos corações humanos; (2) investigação da presença do forame oval patente nos corações humanos selecionados; e (3) morfometria dos forames ovais patentes. Após a triagem, foram selecionados 40 corações humanos cadavéricos para o estudo da incidência e morfometria do forame oval patente. Em cada coração humano cadavérico foi analisado: o septo interatrial, a fossa oval e seu limbo, e a presença ou ausência do forame oval patente pelo átrio direito e pelo átrio esquerdo. Para realizar a morfometria, foi utilizado paquímetro digital e foram mensurados os diâmetros vertical e horizontal do forame oval patente. RESULTADOS: Dos 40 corações humanos selecionados, apenas seis apresentaram o forame oval patente, indicando uma incidência de 15%. CONCLUSÃO: Com base nos resultados encontrados foi observada uma incidência de 15% do forame oval patente em peças cadavéricas humanas. A incidência estimada dessa situação é de 25% da população adulta normal. O número exato difere, dependendo do método e da acuidade do exame diagnóstico. O padrão de referência para o diagnóstico de forame oval patente ainda é controverso.

Autores: ESMAELLA NAHAMA LACERDA SABINO, Adriana Caroso Torrisi, Carolina Carlsson Delambert, Gabriela Rodrigues Silva, Laís dos Santos Ximenes, Alexsandre Bezerra Cavalcante, Gilberto Cunha de Sousa Filho, Fernando Augusto Pacífico