XV Congresso Catarinense de Cardiologia

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IMPLANTE DE STENT NO TRONCO DA CORONÁRIA ESQUERDA NÁO PROTEGIDO: RESULTADOS A MÉDIO PRAZO EM 43 PACIENTES

Introdução: implante de stent em tronco da coronária esquerda (TCE) é considerado procedimento de maior risco e com resultados variáveis dependendo da característica anatômica (óstio , corpo ou bifurcação) e da condição clínica. Estudos randomizados robustos recentes (1,2,3) tem demonstrado resultados equivalentes àqueles observados com a cirurgia de revascularizacáo miocárdica (RM) em sub-grupos de baixa e média complexidade anatômica. Métodos: registro prosprectivo, consecutivo, de coorte de 43 pacientes submetidos à implante de stent em TCE não protegido de 2013 a 2017. Procedimentos realizados por um único operador em 2 serviços de grande volume em intervenção coronária. A indicação ficou a critério do cardiologista assistente e do intervencionista e somente foi realizada quando, segundo julgamento deste último, a anatomia do TCE predizia sucesso do procedimento > 80% ou era paciente de alto risco cirúrgico e a previsão de sucesso do procedimento > 60 a 70%. Sucesso do procedimento: estenose residual menor do que 30% sem óbito, IAM com supra ST ou RM de emergência ou urgência. Resutados: 43 pacientes, idade média 71 anos, sexo masculino 29 (67%),HAS em 33 (76%), diabetes em 14 (32%), fumo ativo em 8 (18%), função do VE com déficit moderado ou severo em 10 (23%),angina estável ou assintomático em 13 (30%), sindrome coronária aguda em 30 (70%), insuficiência ventricular esquerda em 8 (19%), creatinina > 1,5 em 5 . 17 pacientes triarteriais (40%); localização das lesòes do TCE: óstio em 12 , corpo em 5 , bifurcação em 32. Implante de 1 stent no TCE em 34 (79%), implante de 2 stents em 9 (21%), stent farmacológico em 42 (97%), stent convencional em 3 (7%). Sucesso clínico em 100% com ausência de óbito, RM de urgência ou emergência, nova angioplastia e IAM com supra ST na fase hospitalar. Em 40 de 42 pacientes (seguimento de 95%) que completaram 6 meses ocorreu 1 óbito (2,3%) e 1 nova angioplastia (2,3%) e nenhuma RM. Em 28 de 30 pacientes (93% de seguimento) que completaram 12 meses ocorreram 3 óbitos (10%) , 1 nova angioplastia (3,5%) e nenhuma RM. Dos 4 óbitos, 1 paciente tinha 92 anos, estenose aórtica severa (recusou cirurgia), fibrilação atrial crônica e disfunção severa do VE, 1 paciente tinha 90 anos e disfunção severa do VE, 1 paciente tinha 88 anos, insuficiência renal severa, marcapasso definitivo e diabetes e 1 paciente tinha 64 anos e disfunção severa do VE com FE de 26%. Conclusão: implante de stent em TCE náo protegido com anatomia favorável e realizado em centros com grande volume de procedimentos cursa com taxas de sucesso do procedimento próximas a 100%. A incidência de óbito no médio prazo (1 ano) esteve sempre relacionada à graves comorbidades clínicas e idade avançada.

Autores: LUIZ EDUARDO KOENIG SAO THIAGO, LUIZ CARLOS GIULIANO, MARCELO HARADA RIBEIRO, ADILSON JOSE DAL MAGO, SERGIO LIMA DE ALMEIDA, FERNANDO GRAÇA ARANHA, SAMUEL CUNHA