XV Congresso Catarinense de Cardiologia

Divisor de Título

IMPLANTE PERCUTÂNEO DE VALVA AÓRTICA: RESULTADOS DE 67 CASOS EM 2 CENTROS DE REFERÊNCIA EM INTERVENÇÃO PERCUTÂNEA EM CARDIOPATIA ESTRUTURAL

Introdução: o implante percutâneo de valva aórtica (TAVI) já é tratamento consagrado para pacientes com estenose aórtica calcificada considerados de alto risco para cirurgia de troca valvar aórtica .Trata-se de procedimento de alta complexidade onde é necessária a realização de um grande número de casos para obtenção de resultados ideais (curva de aprendizado)(1-3). Métodos: registro prospectivo de uma coorte de casos de TAVI realizados em pacientes com estenose valvar aórtica calcificada ou disfunção de prótese valvar aórtica, de 2010 a 2017, em 2 centros de referência para intervenção em doença estrutural cardiaca. Sucesso do procedimento foi definido como implante técnico com sucesso , gradiente médio (ecocardiograma) < 20 mmHg, sem refluxo valvar ou para-valvar moderado ou severo e sem óbito relacionado ao procedimento. Resultados ( apenas fase hospitalar) : 67 pacientes, idade média 82 anos (69 a 95), sexo masculino em 40 pacientes (60%), classe funcional III ou IV em 64 (95%, diabetes em 29 (43%), insuficiência renal crónica em 40 (60%), HAS em 54 (80%), cirurgia cardiaca prévia em 14 (20%), DPOC em 14 (20%),acidente vascular cerebral (AVC) em 9 (13%), IAM prévio em 13 (19%), insuficiência aórtica moderada ou severa em 13 (19%), prótese valvar aórtica disfuncionante em 2 (3%). Área valvar aórtica (média)0,78 cm2, gradiente médio (média) 46 mmHg, fração de ejeção 52% (23 a 71%),acesso vascular (femural) cirúrgico em 10 (15%), acesso vascular (femural) percutâneo em 57 (85%), anestesia com entubação orotraqueal em 60 (89%),anestesia apenas com sedação em 7 (10%). Tipo de prótese:Corevalve em 57, Sapiens XT em 5, Evolut R em 5, Lotus em 1, Sapiens3 em 2. Ecocardiograma intra-procedimento pós-TAVI (de 62 pacientes):gradiente médio 8,4 mmHg, regurgitação valvar trans-protética em nenhum paciente,18 pacientes sem regurgitação para-valvar aórtica (29%), regurgitação para-valvar aórtica discreta em 40 (64,5%), moderada em 3 (4,8%) e severa em 1 (1,6%). Sucesso do procedimento em 55 (82%), cirurgia cardiaca de emergência em 3 (4,5%),óbito em 8 (12%), AVC em 2(3%),IAM com supraST em 1 (1,5%), implante de marcapasso definitivo em 10 (15%) e complicações vasculares maiores em 8 (12%). A grande maioria dos óbitos foi diretamente relacionada à curva de aprendizado.Conclusão: a TAVI em pacientes idosos pode ser realizada com expectativa de sucesso do procedimento maior do que 80%. A grande maioria das complicações que causaram óbito podem ser evitadas com utilização de próteses de última geração, eletrodos de marcapasso temporário de fixação interna, punção venosa central guiada por ultrassom e maior experiência do intervencionista

Autores: LUIZ EDUARDO KOENIG SAO THIAGO, LUIZ CARLOS GIULIANO, MARCELO HARADA RIBEIRO, ADILSON JOSE DAL MAGO, SERGIO LIMA DE ALMEIDA, FERNANDO GRAÇA ARANHA, JOSE FERNANDO ARRUDA, CARMEN ARLETE FONTANA, ADRIANA FERRAZ MARTINS